
Crupiê
Para
quem se encantou com o talento e a beleza de Clive Owen em
Perto Demais (Closer), ou mesmo em O Rei Artur,
vale a pena conhecer um trabalho anterior, que o revelou para
as platéias norte-americanas. Crupiê é
uma produção inglesa de 1997 que só conseguiu
ir para as salas de cinema dos Estados Unidos dois anos depois,
quando ganhou críticas positivas nos jornais e caiu
no gosto do público, que garantiu bilheteria por 27
semanas em132 salas do país.
Clive Owen é Jack Manfred, aspirante a escritor que,
sem inspiração e precisando ganhar dinheiro,
aceita a proposta do pai de voltar a ser crupiê. O ambiente
de um cassino, onde as pessoas podem ficar milionárias
ou perder tudo em segundos, foi bem escolhido para esta história,
em que tudo está envolto em mistério e sedução.
O protagonista, com o objetivo de se apropriar da realidade
em volta para escrever o primeiro livro, descreve os outros
personagens com cinismo perturbador. Aparentemente ele está
sempre no controle de suas emoções, tanto no
trabalho quanto nos relacionamentos, mas acaba enredado em
uma trama que coloca sua vida em jogo, como o subtítulo
em português sugere.
É uma produção modesta, feita de maneira
honesta, com boas atuações, que tem como principal
trunfo centrar o olhar sobre o controlador da mesa de apostas,
ao contrário de outros filmes hollywoodianos que retratam
o mesmo universo mas dão ênfase ao glamour.
Ficha Técnica Crupiê
Direção: Mike Hodges
Elenco: Clive Owen, Gina McKee, Nick Reding, Alex Kingston,
Kate Hardie, Nicholas Ball, Alexander Morton, David Hamilton.
Nacionalidade: França/Inglaterra/Alemanha, 1998
Duração: 94 min
Gênero: Drama |
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